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Guarda-corpos, escadas e grades de piso em PRFV na indústria de fertilizantes: por que o aço não aguenta o ritmo da planta

31 de ago.
6 min de leitura

Atualizado: há 12 minutos

Escada, plataforma e guarda-corpos amarelos em uma instalação industrial


A dor: estrutura nova, corrosão em pouco tempo

Em terminais e plantas de fertilizantes, é comum guarda-corpos, escadas e grades de piso apresentarem sinais de corrosão bem antes do esperado para o material, mesmo em peças galvanizadas ou pintadas. O padrão se repete em áreas de granulação, secagem, armazenagem a granel e movimentação de produto: pontos de ferrugem avermelhada aparecem primeiro nas bordas e furos de fixação, depois se espalham pela superfície, forçando repintura, reforço ou substituição de trechos inteiros da estrutura.

Passarela, grade de piso e guarda-corpos de aço com corrosão avançada em uma planta de fertilizantes.

Por que o aço degrada mais rápido nesse ambiente

O que diferencia a planta de fertilizantes de uma instalação industrial comum é a combinação de fatores atuando ao mesmo tempo sobre a mesma estrutura: poeira química residual de nitrato de amônio, fosfatos e outros sais se deposita sobre superfícies metálicas; a umidade do ar e os ciclos de molhamento e secagem, comuns em áreas de granulação e armazenagem, mantêm essa poeira em contato prolongado com o metal; e a presença de compostos nitrogenados agressivos acelera a reação de oxidação em relação a um ambiente seco e limpo. O nitrato de amônio, em particular, funciona como um eletrólito quando dissolvido em umidade residual, o que favorece corrosão localizada (por pite) em pontos de falha da proteção do aço, um mecanismo eletroquímico já documentado em estudos sobre corrosão em produção e manuseio de fertilizantes (NACE International).

Uma camada de zinco ou tinta protege até certo ponto, mas se consome mais rápido quando exposta a esse tipo de combinação química e cíclica, expondo o aço-base em prazo mais curto do que em ambientes menos agressivos.



Perfis estruturais em PRFV: resistência que não depende de camada protetora

Perfis pultrudados em PRFV (Plástico Reforçado com Fibra de Vidro) não dependem de uma camada de proteção superficial. A resistência química vem da combinação de resina e fibra de vidro que compõe todo o perfil, não apenas o acabamento externo. Fabricantes de resina para laminados expostos a ambientes químicos agressivos recomendam formulações específicas (como resinas vinil éster) conforme o agente químico predominante e a concentração esperada (Ashland), o que reforça que a especificação correta, e não apenas usar PRFV de forma genérica, é o que garante o desempenho em cada ponto da planta.

Isso muda o comportamento da estrutura nos pontos mais críticos da planta de fertilizantes:

  • Áreas de granulação e secagem. Guarda-corpos e passarelas expostos a poeira química e vapor de processo não dependem de uma barreira que se degrada com o tempo. A resistência é a mesma na superfície e no núcleo do perfil.

  • Armazenagem e movimentação a granel. Escadas e grades de piso em contato direto com produto derramado ou poeira residual mantêm a resistência mecânica mesmo com exposição contínua a sais e compostos nitrogenados.

  • Terminais portuários e áreas externas. Onde a exposição química se soma à umidade do ar e, em plantas litorâneas, à maresia, o PRFV evita a sobreposição de dois fatores de corrosão distintos atuando ao mesmo tempo sobre a mesma peça.

Guarda-corpos, escadas e grades de piso Tecwall em PRFV são fabricados em conformidade com as normas técnicas aplicáveis (NR-12, NR-18).

Confira também o Sistema Tecplak de paredes e chicanas em PRFV para fechamentos e divisórias expostos ao mesmo ambiente.


Além da corrosão: outros diferenciais que pesam na planta de fertilizantes

A resistência química costuma ser o primeiro motivo para migrar para PRFV, mas não é o único fator relevante nesse tipo de planta:

  • Isolamento elétrico. O PRFV é um material não condutor, o que reduz o risco de corrente de fuga e de par galvânico na própria estrutura em áreas próximas a painéis e equipamentos elétricos. Isso não substitui as demais práticas de segurança elétrica da planta (aterramento, proteção de motores e cabos), mas remove esse fator específico da estrutura de acesso.

  • Leveza. A relação resistência/peso do PRFV facilita a instalação em plataformas elevadas e reduz a dependência de guindastes durante paradas de manutenção, quando o tempo de acesso à área costuma ser o fator mais caro da intervenção.

  • Baixa manutenção estética e estrutural. Sem repintura ou re-galvanização programada, a equipe de manutenção direciona horas de trabalho para outros ativos da planta.

  • Vida útil superior a 30 anos em ambientes agressivos, quando a resina e o processo de fabricação são especificados corretamente para o ambiente químico presente.


Limites de especificação: o PRFV não é uma solução genérica

Resistência química em PRFV depende da resina utilizada, da espessura da camada de resina superficial (gelcoat ou véu de superfície) e da concentração e temperatura do agente químico em contato contínuo. Ambientes com exposição a ácidos fortes, vapores de amônia em alta concentração ou temperaturas elevadas exigem avaliação técnica específica da resina e da camada de proteção antes da especificação, e não apenas a escolha genérica de um perfil em PRFV. Exposição prolongada a radiação UV sem gelcoat adequado também pode degradar a superfície do laminado ao longo do tempo, embora sem comprometer a resistência estrutural do núcleo na mesma proporção. Por isso, a especificação de guarda-corpos, escadas e grades de piso para uma planta de fertilizantes específica deve ser avaliada pela equipe técnica com base no processo, no produto manuseado e nas condições reais de exposição.


Aço galvanizado x PRFV na indústria de fertilizantes

  • Resistência à corrosão. Aço galvanizado: depende da camada de zinco, que se consome com exposição química e cíclica. PRFV: propriedade do material, presente em toda a seção do perfil, com a resina especificada corretamente.

  • Manutenção recorrente. Aço galvanizado: re-galvanização ou repintura periódica em áreas críticas. PRFV: sem camada de proteção para renovar.

  • Peso e instalação. Aço galvanizado: mais pesado, geralmente requer equipamento de içamento. PRFV: leve, facilita instalação em áreas de acesso difícil.

  • Condutividade elétrica. Aço galvanizado: condutor. PRFV: não condutor.

  • Ponto de atenção. Aço galvanizado: vida útil da galvanização varia com a agressividade do ambiente. PRFV: a resina deve ser especificada para o agente químico e a temperatura de exposição.


O que isso significa na prática

Sem camada de proteção para monitorar, repintar ou renovar, o plano de manutenção da planta deixa de tratar guarda-corpos, escadas e grades de piso como itens recorrentes de reforço ou substituição por corrosão. Isso não elimina a manutenção da planta como um todo, mas remove especificamente o desgaste acelerado que a combinação de poeira química, umidade e compostos nitrogenados provoca no aço. O investimento inicial mais alto do PRFV frente ao aço tende a ser compensado ao longo da vida útil pela redução desses ciclos. O retorno exato depende do ambiente específico de cada planta, da resina especificada e do programa de manutenção, e deve ser avaliado pela engenharia responsável.


Plataforma com grade de piso e guarda-corpo em PRFV diante de estruturas metálicas corroídas

Perguntas frequentes

PRFV resiste à amônia e a fosfatos usados na produção de fertilizantes?

Depende da concentração, da temperatura e da resina especificada para o laminado. Resinas isoftálicas atendem boa parte dos ambientes de armazenagem e movimentação; ambientes com exposição mais severa (vapores concentrados, temperaturas elevadas) podem exigir resinas vinil éster ou espessuras de gelcoat maiores. A avaliação deve ser feita caso a caso.

Guarda-corpos e escadas em PRFV atendem às normas de segurança do trabalho?

Sim. Guarda-corpos, escadas e grades de piso Tecwall são fabricados em conformidade com as normas técnicas aplicáveis, como NR-12 e NR-18.

Qual a vida útil esperada de estruturas em PRFV em uma planta de fertilizantes?

Em ambientes agressivos, laminados de PRFV corretamente especificados atingem vida útil superior a 30 anos. Esse número pressupõe resina e camada de proteção adequadas ao ambiente químico específico da planta.

PRFV precisa de algum tipo de manutenção em ambientes com poeira química?

Não depende de repintura ou re-galvanização, mas como qualquer estrutura industrial, se beneficia de limpeza periódica e inspeção visual, principalmente em pontos de fixação e uniões.

Vale reavaliar a especificação?

Se a sua planta de fertilizantes já reprogramou repintura ou substituição de guarda-corpos, escadas ou grades de piso mais de uma vez pelo mesmo motivo, isso indica que o ambiente está fora da faixa em que o aço protegido entrega vida útil longa. Fale com a equipe técnica da Tecwall e solicite uma avaliação do ambiente da sua planta para dimensionar a resina e o perfil em PRFV mais adequados ao seu projeto.

Referências

 
 
 

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